Speedmeter v2.0

Porquê fazer o teste em IPv6?

Nas redes de computadores a troca de informação é baseada em protocolos de comunicação. Estes protocolos são diversos e dependem, entre outros factores, das aplicações, das camadas subjacentes de rede e do tipo de rede. Aquando da definição do Protocolo Internet (IP) nos anos 70, o protocolo definido foi o IPv4, Protocolo Internet versão 4. Este protocolo tem sido usado com sucesso durante muitos anos e ainda o será durante alguns mais.

No ínicio da década de 90, com o aumento de sistemas, aplicações e popularidade geral da Internet, foi verificado que o IPv4 definido iria tornar-se num limitador do crescimento sustentado da Internet nos próximos anos. Em meados dos anos 90 o protocolo IPv6, Protocolo Internet versão 6, foi definido tendo sido utilizado a nível experimental durante alguns anos e mais recentemente utilizado com sucesso em redes comerciais. A FCCN, como entidade gestora da Rede Académica Portuguesa (RCTS), é uma das entidades motivadoras deste protocolo em Portugal, não só como plataforma de investigação, mas também, para a implementação de serviços novos e inovadores. O protocolo IPv6 implementa uma série de melhorias significativas relativamente ao IPv4, entre as quais:

  • Maior espaço de endereçamento (3.4x10^38 endereços comparado com os 4.3x10^9 do IPv4)
  • Mais segurança (IPSec nativo)
  • Multicast (com suporte para novos paradigmas e disponivel de forma nativa em toda a rede)
  • Autoconfiguração (os sistemas autodetectam a rede onde estão ligados e determinam o seu próprio endereço e gateway)
  • Mobilidade (arquitectura mais eficiente, orientado para sistemas moveis e para a mobilidade dos utilizadores)


A FCCN disponibiliza de forma nativa em toda a sua rede, desde 2003, o protocolo IPv6. Desde então 9 entidades da RCTS aderiram a este protocolo. Os operadores que se interligam com a RCTS através do GigaPIX passaram, a partir desse momento, a ter a possibilidade de o fazer também em IPv6.

A passagem de IPv4 para IPv6 não é, tipicamente, realizada de forma instantânea. O processo de transição será demorado e obrigará à operação conjunta dos protocolos durante alguns anos de forma a não cause qualquer ruptura. Esta alteração está já a ser realizada a nível mundial com a indicação por parte de diversos governos que a passagem para IPv6 deve ser realizada e ser tomada como um desafio estratégico e mobilizador da inovação ao nível das redes, aplicações e serviços.

Com base nesta dinâmica, o Speedmeter foi configurado para realizar testes em IPv6, sempre que o acesso à Internet em causa funcione em IPv6. A mensagem "Não foi possivel realizar o teste em IPv6" indica que, por alguma razão (rede local ou operador), não foi possível establecer a ligação em IPv6, pelo que o teste foi realizado em IPv4.

Para mais informaçoes sobre IPv6 consulte:

 

 
Fundao para a Computao Cientifica Nacional
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
© 2009-2016 - FCCN - Todos os Direitos
Reservados. Termos Legais